Todas as
gerações têm as suas próprias tendências e modas, enfim, maneiras de se expressarem.
Japão foi um país sem excepção. Tudo começou a ganhar mais ritmo quando ocorreu
a invasão das tropas americanas durante a II Guerra Mundial, que não só os
destruiu como também os influenciou, dando-lhes a conhecer uma cultura
ocidental.
Com o passar
do tempo, uma parte da população japonesa adaptou alguns desses costumes,
resultando de uma mistura ocidental com o oriental. Estes, maioritariamente
jovens, desafiando a sua sociedade e agarrando ao individualismo, foram criando
vários estilos e subculturas, expressando-se através da maneira de vestir. O
primeiro de maior influência, foi o estilo Ganguru
(Gyaru de maneira mais curta)
durante os anos 90, tendo o seu pico nos anos 2000. Esta moda consiste em
contrariar o estereótipo japonês de que as meninas devem ser fragéis e delicadas
como flores, através de maquilhagem que contraste a sua pele bronzeada, cabelos
longos pintados e vestindo mini-saias e sapatos de plataforma, adaptando um estilo
americano californiano. Lentamente este estilo foi “enfranquecendo” dando lugar
ao próximo: o estilo Lolita. Apareceu como uma reação ao estilo Gyaru, vestindo-se pelo contrário.
Quanto mais feminino e fofinho melhor, as jovens imitam as bonecas de vestidos
da época victoriana. Todos estes estilos se vão ramificando criando mais
outros, que lentamente vão ganhando mais adeptos, incluindo a população
ocidental. São modas que chamam muita atenção pois conseguem levar um certo conceito
ao seu limite e até exagerado.
As razões
que acho que os levam a fazerem isto, deve-se pela sua própria sociedade.
São um povo que respeita estruturas e hierarquias, onde tudo é ordenado. Com
uma grande densidade populacional numa terra tão pequenina, é difícil conseguir
”ser alguém” no meio de tanta gente. É muita pressão e concorrência, onde todos
os dias és encorajado a dar o máximo ao trabalho e aos estudos, dedicando a tua
vida à sociedade e esquecendo-se de ti próprio. Alguns integram , mas outros
não, que são estes jovens lutando pela sua liberdade de expressão e a persuadirem a sua identidade.