domingo, 17 de dezembro de 2017

Subcultura Japonesa

 Todas as gerações têm as suas próprias tendências e modas, enfim, maneiras de se expressarem. Japão foi um país sem excepção. Tudo começou a ganhar mais ritmo quando ocorreu a invasão das tropas americanas durante a II Guerra Mundial, que não só os destruiu como também os influenciou, dando-lhes a conhecer uma cultura ocidental.
 Com o passar do tempo, uma parte da população japonesa adaptou alguns desses costumes, resultando de uma mistura ocidental com o oriental. Estes, maioritariamente jovens, desafiando a sua sociedade e agarrando ao individualismo, foram criando vários estilos e subculturas, expressando-se através da maneira de vestir. O primeiro de maior influência, foi o estilo Ganguru (Gyaru de maneira mais curta) durante os anos 90, tendo o seu pico nos anos 2000. Esta moda consiste em contrariar o estereótipo japonês de que as meninas devem ser fragéis e delicadas como flores, através de maquilhagem que contraste a sua pele bronzeada, cabelos longos pintados e vestindo mini-saias e sapatos de plataforma, adaptando um estilo americano californiano. Lentamente este estilo foi “enfranquecendo” dando lugar ao próximo: o estilo Lolita. Apareceu como uma reação ao estilo Gyaru, vestindo-se pelo contrário. Quanto mais feminino e fofinho melhor, as jovens imitam as bonecas de vestidos da época victoriana. Todos estes estilos se vão ramificando criando mais outros, que lentamente vão ganhando mais adeptos, incluindo a população ocidental. São modas que chamam muita atenção pois conseguem levar um certo conceito ao seu limite e até exagerado.
 As razões que acho que os levam a fazerem isto, deve-se pela sua própria sociedade. São um povo que respeita estruturas e hierarquias, onde tudo é ordenado. Com uma grande densidade populacional numa terra tão pequenina, é difícil conseguir ”ser alguém” no meio de tanta gente. É muita pressão e concorrência, onde todos os dias és encorajado a dar o máximo ao trabalho e aos estudos, dedicando a tua vida à sociedade e esquecendo-se de ti próprio. Alguns integram , mas outros não, que são estes jovens lutando pela sua liberdade de expressão e a persuadirem a sua identidade.