Alienação do próximo
Nos tempos em que vivemos é fácil reparar na crescente importância do dinheiro e dos bens materiais. Quando antes a maior parte da população se preocupava em cultivar comida suficiente para o inverno, agora preocupamo-nos em comprar as prendas de natal a tempo. Deixámos de nos importar uns com os outros e apenas nos preocupamos em ter cada vez mais. Mais dinheiro, uma casa melhor, o novo carro, o novo iphone... Em consequência desta nova moda consumista, vemos as pessoas a tornarem se cada vez mais frias e desligadas umas das outras. Há 10 anos atrás ainda se viam crianças a brincar na rua, a fazer jogos e a correr nos intervalos escolares. Hoje em dia o número de jovens que se vêem presos a um ecrã ou a um sofá é surpreendente. Tornámo-nos escravos dos nossos feitos tecnológicos. Infelizmente esquecemo-nos do que realmente importa. Esquecemo-nos que o mais importante não é o que temos mas sim o que somos. Não nos podemos definir pela qualidade do nosso telefone, mas sim dos nossos valores. As coisas materiais passam de "moda". O carro novo que agora compro ja não será assim tão sensacional daqui a 7 anos. É importante lembrar que devemos lutar contra esta alienação do próximo. O ser humano é um ser social, o que significa que precisamos uns dos outros para sobreviver, essa é a base da nossa sociedade. E embora o objetivo por trás dos telemóveis e das redes sociais fosse aproximar-nos, apenas causou o contrario. Tudo isto está a ter efeitos devastadores na nossa sociedade. As famílias estão cada vez mais desconectadas, há cada vez mais obesidade devido ao facto de levarmos vidas mais sedentárias (ou mais "confortáveis") e existe uma crescente falta de confiança nos outros. É crucial relembrar que somos todos humanos e que devemos reaprender a trabalhar o nosso interior antes de nos preocuparmos em fazer "upgrades" naquilo que possuímos. Os bens materiais existem para nos servir e não para sermos escravos deles.