Existem figuras que mudam ou moldam a visão de um povo e por isso, a história de um período. Um exemplo contemporâneo com o poder de manipular o pensamento de um povo ou vários é o presidente de um país.
Este é o exemplo ideal de um processo e de um contexto de espaço de aparência, não só pelo comportamento que tem e que proporciona ao seu redor, como também pelos conteúdos e tipo de discurso que manipula e atraí, considerado assim o centro da constituição formal da esfera pública.
Assim sendo, é visto como uma fonte credível que recebe atenção do seu povo e compatriotas, considerando-se que tudo o que diz passa a ser uma verdade de facto, mesmo que não seja, podendo apenas ser uma opinião, uma expressão da interpretação percecionada de uma realidade, já que sempre que alguém descreve uma verdade enunciativa acaba por manipula-la, nem que ligeiramente, com uma opinião, visto que a partir do momento que a ouvimos ou vemos fazemos juízos instintivamente e involuntários com base no nosso horizonte hermenêutico (experiência e circunstância de vida).
O problema reside agora no facto de olharmos para a História e percecionarmos que esta está moldada por estas pessoas e figuras que manipulam voluntária ou involuntariamente acontecimentos pelos seus testemunhos e pelos seus atos. O que faz da História que conhecemos uma quantidade de verdades de opinião, ilusões e vivências de mentiras, isto visto que não sabemos nem conseguimos diferenciar o que é realmente verdade ou juízos de valor, também porque não diferenciamos quando experienciamos um facto, a realidade inquestionável, dos nossos juízos instintivos. Teremos de nos render e aceitar assim apenas as verdades de razão como absolutas? Visto que são comprovadas matematicamente ou cientificamente por um raciocínio comum, explicável e compreendido, até suscitar uma dúvida numa teoria que revolucione os conhecimentos científicos atuais. É então mais fácil e credível acreditar em algo que conseguimos chegar sozinhos percebendo o raciocínio do que na palavra de alguém, na qual não temos meios para perceber a não ser ouvir e confiar, no entanto, acreditamos no nosso quotidiano em pessoas que nos devem a nossa consideração por um nível de conhecimento e de estudo geral ou específico determinado, como devia acontecer com o presidente de um país, um exemplo de reconhecimento de topo, até pelo cargo que ocupa e que nos deve a sua responsabilidade e melhor discernimento para ajudar os seus contemporâneos a viver, apesar de infelizmente não se verificar em todos os presidentes atuais, como por exemplo, o de uma das maiores potencias políticas, assim como também acreditamos noutras figuras por uma questão de gosto ou intimidade pessoal.
Em suma e considerando a condição humana, que não consegue alcançar a verdade, vimo-nos obrigados a viver consoante o testemunho dos potenciais acontecimentos e ações vividas diariamente, rotineiras na nossa existência e que completam a vida incompleta do espírito humano.