Hegemonia cultural é um conceito chave da teoria marxista. Autores como Lênin, Gramsci e Mannheim refletiram sobre o assunto de formas diferentes, formulado para descrever o tipo de domínio ideológico de uma classe social sobre outra. O conceito de hegemonia cultural, envolve sempre a relação entre o Estado, a sociedade civil, as formas materiais de produção e as estruturas ideológicas e jurídico-políticos. - Por exemplo, quando os interesses da alta burguesia de um país são diferentes dos interesses de toda sociedade.
Uma classe dominante, para ser também dirigente, deve articular em torno de si um bloco de alianças e obter, pelo menos, o consenso passivo das classes e camadas dirigidas. A classe dominante não hesita em sacrificar uma parte dos seus interesses materiais imediatos, superando o horizonte corporativo, de modo a propiciar, exatamente, a construção de uma hegemonia ético-política.
Isto é algo que já era visível no tempo dos reis. Em que os líderes viviam com grande riqueza e o povo numa imensa pobreza. Nos dias de hoje, apesar de estar um pouco mais “controlado”, isto ainda existe. E relaciona-se com os conceitos de alienação e reificação que Karl Marx defendia. Os chamados líderes estão mais interessados no capital, nos seus próprio objetivos, no que lhes é mais favorável. Ignorando assim muitas vezes o que a sociedade defende ser o mais correto.