No mundo de hoje em dia, um estatuto social de um ser humano não é definido pelos valores pessoais, feitos e qualidades, é definido pelo valor monetário que este possui.
Assim que nos tornamos seres conscientes, somos logo obrigados a entrar num sistema de controlo em que, para possuirmos certos direitos que por norma devíamos possuir, temos de os adquirir com algo criado meramente para tornar as trocas comerciais mais "justas", o dinheiro.
Entretanto, o capital começou a governar o nosso dia-a-dia ao ponto em que começou a ser mais valorizado do que a própria vida. Uma pessoa tem de trabalhar uma certa quantia de tempo para ter uma certa quantia de dinheiro para pagar algo que talvez lhe vá salvar a vida. Deixamos de ter consciência e altruísmo e conseguimos ser o único ser vivo neste planeta capaz de matar os da própria espécie para conseguir ter posse de algo sintético criado por ele mesmo. Temos dinheiro para financiar guerras e construir bombas de destruição massiva, mas não temos dinheiro para alimentar bocas no nosso próprio país, ou seja, tentamos constantemente agarrar e possuir em maior quantidade algo que nos vai destruir por completo, e estamos cegos em relação a isso.
Mesmo que tentemos escapar deste controlo, acabamos sempre por depender de algo que já existia cá antes de nós nascermos, e neste caso, não é meramente do dinheiro de que falo.