Recentemente tenho desenvolvido uma forte atracção às línguas estrangeiras.
Fascina-me quando alguém consegue comunicar em mais do que um idioma. No entanto,
quando inicio a aprender como pronunciar a palavra “olá”, fico sempre com a
sensação que voltei a ser um bebé que necessita de aprender a falar. É com essa
frustração que reflicto então a maneira como nos comunicamos uns entre os
outros.
Ferdinand Saussure escreveu o livro Curso
de linguística geral, onde explora a maneira como os humanos comunicam, as
nossas línguas e como fazemos esta transferência de ideias uns para os outros.
Nesta obra, o autor parte que o signo (a unidade fundamental do entendimento de
algo) se pode considerar em duas partes, aos quais nomeou de conceito e imagem
acústica, que actualmente designamos de significante e significado respectivamente.
Não sei se recordam aqueles cartões com um desenho do objecto e o seu nome em
baixo traduzido para inglês ou francês? Saussure designa o nome do objecto como
significante e a imagem ou o seu respectivo conceito como significado.
Porém Ferninand não responde à origem da criação de diferentes idiomas ou
como os seres humanos são as únicas espécies que são capazes de falar entre si,
porque é uma questão que ultrapassa qualquer um de nós por milhares de anos.
Apesar de achar que a história da Torre de Babel seja plausível (por favor não levem o meu sarcasmo a sério), penso que haverá algo que nos irá contar como isto tudo aconteceu.