sexta-feira, 22 de dezembro de 2017



Recentemente tenho desenvolvido uma forte atracção às línguas estrangeiras. Fascina-me quando alguém consegue comunicar em mais do que um idioma. No entanto, quando inicio a aprender como pronunciar a palavra “olá”, fico sempre com a sensação que voltei a ser um bebé que necessita de aprender a falar. É com essa frustração que reflicto então a maneira como nos comunicamos uns entre os outros.

Ferdinand Saussure escreveu o livro Curso de linguística geral, onde explora a maneira como os humanos comunicam, as nossas línguas e como fazemos esta transferência de ideias uns para os outros. Nesta obra, o autor parte que o signo (a unidade fundamental do entendimento de algo) se pode considerar em duas partes, aos quais nomeou de conceito e imagem acústica, que actualmente designamos de significante e significado respectivamente. Não sei se recordam aqueles cartões com um desenho do objecto e o seu nome em baixo traduzido para inglês ou francês? Saussure designa o nome do objecto como significante e a imagem ou o seu respectivo conceito como significado.

Porém Ferninand não responde à origem da criação de diferentes idiomas ou como os seres humanos são as únicas espécies que são capazes de falar entre si, porque é uma questão que ultrapassa qualquer um de nós por milhares de anos. 

Apesar de achar que a história da Torre de Babel  seja plausível (por favor não levem o meu sarcasmo a sério), penso que haverá algo que nos irá contar como isto tudo aconteceu.