“O Oriente era quase uma invenção europeia, e fora desde a Antiguidade um lugar de romance, de seres exóticos, de memórias e paisagens obsessivas, de experiências notáveis”
A obsessão e interesse pelo oriente e os seus costumes é algo que vêm desde a antiguidade. Desde muito cedo que o Oriente é visto como algo misterioso, algo diferente, e, como tal, desperta a curiosidade de um sem fim de pessoas.
Olhando para trás, hoje chamamos Orientalismo a todo um processo de adaptação dos costumes orientais na cultura europeia, que se fez notar, na antiguidade, nos tecidos utilizados, na forma de vestir, nas especiarias trazidas na época dos descobrimentos e até mesmo um pouco na forma de viver e pensar. Nos dias de hoje acontece algo semelhante: há um crescente de pessoas que começam a virar-se para a cultura Oriental (em especial a cultura japonesa) em busca de algo diferente, algo com que se identifiquem.
As séries de anime são algo mundialmente famoso e seguido por milhões. Psy com Gangnam Style bateu recordes de visualização na internet e fez com que o K-Pop fosse algo conhecido e seguido por imensas pessoas. As filosofias e formas de vida orientais continuam a ser olhadas como algo a seguir, desde conteúdos religiosos a livros como “A Arte da Guerra” de Sun Tzu. Tudo desde a moda ás artes e ao cinema tem sido visto cada vez menos como algo estranho e “mau”, mas algo diferente com o qual podemos aprender e nesse sentido tem havido uma grande adaptação dos costumes do mundo oriental para o mundo ocidental.
Há nos dias de hoje toda uma cultura de adoração e idolatria aos costumes asiáticos e orientais e ferramentas como a internet têm tornado o Orientalismo um fenómeno não só do passado mas também do presente e do futuro.