A
Industria Cultural visa principalmente o Lucro, visto que todos os produtos
culturais eram pensados para que houvesse um grande consumo por parte das
massas.
O que
será o Natal? Uma Época Festiva para celebrar o nascimento de Jesus, ou afinal
será a época do consumismo extremo?
Lojas
cheias de gente a discutir quem levará a ultima peça exposta…
Neste
momento onde se encontrará a racionalidade humana?
Onde
estarão os valores humanos? O cérebro deixa de pensar, deixando o sujeito
ligado a uma máquina que o comanda exteriormente, perdendo este, todo o seu
controlo.
Ligamos o
televisor, uma vez mais estamos a ser controlados… Os media tomam posse da
sociedade e do que é eticamente correto.
Anúncios,
e mais anúncios…
Presos na
teia consumista, onde o sentimento de satisfação pelo consumo é estimulado,
fazendo-nos esquecer o significado do ‘’menino em palhas deitado’’, apenas
dando importância quantitativa aos embrulhos colocados junto a um pinheiro ornamentado.
Sendo este contemplado por crianças sorridentes, antes bombardeadas e
persuadidas pela publicidade inerente à época, deixando assim os seus olhos
deslumbrados com tanto brinquedo e novas tecnologias a reluzir na sua direção.
O principal público a que os media se direcionam, são as crianças, sendo estas,
que ainda não formularam o conceito real do mundo à sua volta e das suas
dificuldades, bastando fazerem um pedido aos pais, com uma persistente
manipulação sentimental sobre estes.
O
consumismo leva-nos ao consumo desmesurado, dando maior relevância à quantidade
de sacos nas mãos e perdendo a consciência do dinheiro gasto e das dificuldades
daí adjacentes. Já que, na realidade basta colocar o cartão de débito na
ranhura do multibanco e inserir o código, até por este somos ‘’telecomandados’’.
Como a
teoria de Marx prossupôs, a economia funciona como uma mola impulsionadora da
realidade social. Na maioria das circunstâncias, o conteúdo dos produtos não
corresponde ao apregoado pelos media, exemplificando, alegria, juventude,
sucesso, entre outros. Criando-se a ilusão no consumidor, prendendo-o num ciclo
vicioso do conformismo.
Perguntamos,
afinal o que importa no Natal, se será a família reunida em redor de uma mesa
ou será os embrulhos desfeitos, caixas abertas, e os conteúdos já esquecidos e
postos de lado, porque afinal, o que interessa é que fossem muitos, mostrar
para a sociedade que o dinheiro não é um entrave e que o ‘’meu’’ filho recebeu
mais presentes em quantidade e qualidade do que o ‘’teu’’.