sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Natal, o novo significado de Consumismo

A Industria Cultural visa principalmente o Lucro, visto que todos os produtos culturais eram pensados para que houvesse um grande consumo por parte das massas.
O que será o Natal? Uma Época Festiva para celebrar o nascimento de Jesus, ou afinal será a época do consumismo extremo?
Lojas cheias de gente a discutir quem levará a ultima peça exposta…
Neste momento onde se encontrará a racionalidade humana?
Onde estarão os valores humanos? O cérebro deixa de pensar, deixando o sujeito ligado a uma máquina que o comanda exteriormente, perdendo este, todo o seu controlo.
Ligamos o televisor, uma vez mais estamos a ser controlados… Os media tomam posse da sociedade e do que é eticamente correto.
Anúncios, e mais anúncios…
Presos na teia consumista, onde o sentimento de satisfação pelo consumo é estimulado, fazendo-nos esquecer o significado do ‘’menino em palhas deitado’’, apenas dando importância quantitativa aos embrulhos colocados junto a um pinheiro ornamentado. Sendo este contemplado por crianças sorridentes, antes bombardeadas e persuadidas pela publicidade inerente à época, deixando assim os seus olhos deslumbrados com tanto brinquedo e novas tecnologias a reluzir na sua direção. O principal público a que os media se direcionam, são as crianças, sendo estas, que ainda não formularam o conceito real do mundo à sua volta e das suas dificuldades, bastando fazerem um pedido aos pais, com uma persistente manipulação sentimental sobre estes.
O consumismo leva-nos ao consumo desmesurado, dando maior relevância à quantidade de sacos nas mãos e perdendo a consciência do dinheiro gasto e das dificuldades daí adjacentes. Já que, na realidade basta colocar o cartão de débito na ranhura do multibanco e inserir o código, até por este somos ‘’telecomandados’’.
Como a teoria de Marx prossupôs, a economia funciona como uma mola impulsionadora da realidade social. Na maioria das circunstâncias, o conteúdo dos produtos não corresponde ao apregoado pelos media, exemplificando, alegria, juventude, sucesso, entre outros. Criando-se a ilusão no consumidor, prendendo-o num ciclo vicioso do conformismo.  
Perguntamos, afinal o que importa no Natal, se será a família reunida em redor de uma mesa ou será os embrulhos desfeitos, caixas abertas, e os conteúdos já esquecidos e postos de lado, porque afinal, o que interessa é que fossem muitos, mostrar para a sociedade que o dinheiro não é um entrave e que o ‘’meu’’ filho recebeu mais presentes em quantidade e qualidade do que o ‘’teu’’.