Segundo Karl
Marx “A apropriação do objeto manifesta-se a tal ponto como alienação que
quanto mais objetos o trabalhador produzir tanto menos ele pode possuir e mais
se submete ao domínio do seu produto, do capital.” O objeto domina o trabalhador ou por outras
palavras os objetos produzidos controlam o trabalhador através do seu trabalho.
Este tema infelizmente esta muito
presente nos dias de hoje, principalmente nas zonas urbanas em que o homem
trabalhador é facilmente colocado nesta situação, devido ao ambiente de
consumismo, stress e agitação das cidades, (“… o trabalhador torna-se servo do
objeto em primeiro lugar, pelo facto de receber um objeto de trabalho, isto é,
de receber trabalho; em seguida, pelo facto de receber meios de subsistência.
Deste modo, o objeto capacita-o para existir, primeiramente como trabalhador,
em seguida, como sujeito físico.”).
A prova de que
este tema esta presente no dia-a-dia de muita gente, é a típica historia da exploração
do trabalhador no trabalho. Maioritariamente em fabricas, trabalhos em serie ou
em grandes empresas, em que os trabalhadores não são vistos como funcionários,
mas apenas como números que o chefe necessita para chegar ao máximo de lucro na
sua empresa. Esta tal de alienação pode se verificar presente no chefe como nos
trabalhadores, são ambos dominados pelo objeto, (“O produto do trabalho é o
trabalho que se fixou num objeto, que se transformou em coisa física, é a
objetivação do trabalho. “)
No caso do chefe, (“Com a valorização do mundo
das coisas aumenta em produção direta a desvalorização do mundo dos homens. O
trabalho não produz apenas a mercadoria; produz-se também a si mesmo e ao
trabalhador como uma mercadoria, e justamente na mesma proporção com que produz
bens.”) Este é levado pelo objetivo de lucro, por isso não só a sua felicidade
começa a depender do dinheiro, do lucro, como acaba por se esquecer dos
direitos do homem e do trabalhador levando-o a desrespeitar e a explorar os
seus funcionários.
No caso do
trabalhador, (“… é claro que quanto mais o trabalhador se esgota a si mesmo,
tanto mais poderoso se torna o mundo dos objetos, que ele cria perante si,
tanto mais pobre ele fica na sua vida interior, tanto menos pertence a si próprio…”).
O homem deixa de ter identidade deixa de ser ele passa a ser um ser controlado
e dependente. Karl Marx até chega a compara-lo com um animal, (“… o homem (o
trabalhador) só se sente livremente ativo (nas suas funções animais) - comer,
beber e procriar, quanto muito, na habitação, no adorno, etc. - enquanto nas
funções humanas se vê reduzido a animal.”).
