Mundialmente
sempre vivemos um natal repleto de tradições. Se anteriormente a tradição se
resumia ao bacalhau à mesa, ao jantar em família e sobretudo ao convívio.
Atualmente resume-se, em muitas famílias, à troca de prendas., como se sem elas não
existisse o ambiente natalício tão essencial nesta altura.
Nesta
época do ano, desesperam crianças, desesperam adultos tudo em prol do encontro
com o presente ideal a oferecer, e sobretudo, a receber, porque ninguém dá sem
esperar nada em troca.
Resume-se
a uma tradição simplesmente material, liderada pelos meios de propaganda através
de anúncios loucos que despertam a loucura mental nos Homens. Podemos dizer que
a sociedade que celebra esta tradição se encontra dominada por uma sociedade
hegemónica que implementou fixamente a ideia da obrigatoriedade da troca de
presentes. Toda esta fixação em prol da economia do país.
Por todas as ruas se observam cartazes, iluminações, ideias que despertam de forma irracional o interesse por parte de todos os que o vêm, permitindo o seu fascínio e adoração.
Utiliza-se, de certa forma, sempre a mesma desculpa para justificar o fascínio pelos materiais não tão cruciais à sobrevivência humana "as crianças merecem". Uma desculpa já velha, para perdoar o domínio a que os adultos de expõe diariamente.
Somos
nós que “criamos” as crianças, e através das atitudes atuais preparamo-las para
o futuro que se aproxima. Um futuro que não deveria ser hegemónico.