terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Não passamos de simples sacos de dinheiro

  Podemos afirmar que estes últimos séculos foram os séculos em que houve um maior avanço tecnológico e cultural na história da humanidade. Nasceram novas correntes artísticas no principio do séc. XX, as guerras deram um enorme empurrão para o desenvolvimento de inúmeros ramos científicos. O consumo aumento e mais produtos começaram a ser produzidos. Começaram aparecer as televisões, os cinemas, os videojogos. E à medida que o séc. XXI aparecia no horizonte, vieram os computadores, a internet, os telemóveis e etc. Até hoje ainda não parámos de evoluir e continuamos a criar mais e mais. A humanidade está a progredir e nada parece estar errado, certo? Infelizmente nem tudo é um mar de rosas e nada é o que parece… Os dois filósofos alemães, Theodor Adorno e Max Horkheimer, descobriram a verdade sombria desta bela realidade e assim surgiram com o termo Indústria Cultural - um termo que designa a cultura do ponto de vista da produção industrial.

  Podemos encontrar este fenómeno em tudo e mais alguma coisa. Um exemplo bastante simples onde podemos observar isto é o cinema, onde a prioridade número um é o lucro. Por isso, tentam criar um filme que atrai o maior número possível de pessoas com temas que estão na moda, com atores famosos e com histórias que servem de escapatória para as pessoas fugirem da sua realidade. Depois se o público gostar muito do franchise, o mesmo é ordenhado até à última gota para alcançar maiores fins lucrativos como merchandise, por exemplo, que as pessoas cegamente consomem sem hesitar.

  A indústria da cultura, produzindo cada vez mais e mais, acaba por tomar controlo do que consumimos. E se não estivermos de acordo com os padrões que nos são impostos ficamos de fora,  enquanto o resto consome arte de péssima qualidade porque só tem como propósito sugar o nosso dinheiro. Mas assim se a arte que consumimos é de péssima qualidade, ao fim ao cabo, nós perdemos qualidade à medida que a consumimos.

  Por isso a indústria não tem este trabalho todo para satisfazer as nossas vontades mas sim para tirar proveito delas. Lucro. Rendimento. Dinheiro. Massa. É esta a verdade nua e crua da nossa realidade. É isto que faz o mundo girar. Para a indústria cultural, nós…

Basicamente


Não passamos de simples sacos de dinheiro.