quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ela estendeu a mão...

  Existem várias características humanas não controláveis que afetam como os outros nos vêem. Ao identificar ou assumir o género da pessoa com quem iremos interagir, automaticamente aplicamos um conjunto de regras que não se aplicariam caso o indivíduo fosse de outro género.
  Num evento social de carácter formal é costume que um cumprimento entre dois homens seja um aperto de mão enquanto um cumprimento entre mulheres ou entre um homem e uma mulher seja um beijo na cara. No caso em que uma mulher estenda a mão, a reação da maior parte dos outros indivíduos poderá variar entre confusão até completo desprezo pelo ato. Isto deve-se a hegemonia cultural.
  Outro grande exemplo de como o género afeta como devemos agir com os nossos pares é na demonstração de emoções. Chorar é algo que um “homem de verdade” não deve fazer, “é coisa de mulher” e com isto o homem tem que ser especialmente selectivo com quem pode mostrar as suas emoções para não ser considerado fraco e sensível, outras duas características associadas ao género feminino. Esta hegemonia cultural afeta de forma extremamente negativa ambos os géneros pois encoraja a ideia que as mulheres são por natureza mais fracas que os homens, e incentiva os homens a evitar emoções naturais que ao serem reprimidas durante muito tempo podem levar a doenças mentais graves e á contínua propagação desta ideia.