O termo Indústria cultural designa a situação da Arte
e da Cultura na sociedade capitalista industrial, e foi criado pelos filósofos
e sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer. É caracterizada pela
idealização dos produtos para o consumo das massas, através de ilusões. Este tipo de indústria neutraliza o poder crítico da
Arte e da Cultura, pois não permite aos espetadores uma participação
intelectual, visto que o único objetivo da Indústria Cultural é obter lucro
através destes meios, encorajando uma visão passiva e que dispensa a crítica do
mundo por parte das massas, e assim desencorajando qualquer procura por um tipo
diferente de estética. Assim, as pessoas deixariam de procurar o que é
diferente, deixando-se ficar pelo que é conhecido, pelo que já foi feito. Então,
qualquer tipo de Arte e Cultura que se desvie do praticado pela Indústria
Cultural é tomado como estranho e não é compreendido, e acaba por não ser bem
aceite. Por exemplo, no cinema, são usados vários padrões (a
luta do Bem contra o Mal, as características que fazem um vilão, as histórias
de amor, entre outros), pois são fórmulas que foram utilizadas e como obterem
resultados positivos, devem ser repetidas para que esse sucesso seja novamente
obtido, e por consequência, que seja obtido capital através desse sucesso. Então,
esta cultura feita para as massas acaba por entrar num ciclo vicioso, onde é a
indústria define o tipo de Arte que deve ser criado e consumido. A Arte e a
Cultura que será consumida pelo público necessita de pouco raciocínio e é por
vezes de qualidade inferior, visto que o que realmente interessa é que dê
lucro. Outro problema da Indústria Cultural é a dificuldade
de obter algum tipo de financiamento de empresários e/ou produtoras quando se
tratam de projetos que se afastem de uma estética que possa não ser bem
recebida pelo público, mas que se destacam pela diferença e pela criatividade.
O projeto pode ter “alma” pode tratar-se de um projeto no qual as partes
envolvidas estão focadas em fazer deste projeto uma realidade, mas acabam por
não passar à fase de criação devido a problemas financeiros. Investir em algo
que pode ser um fiasco e que, consequentemente, não traga qualquer tipo de
lucro aos investidores é algo perigoso, e por isso escolhem apostar em projetos
que, mesmo que exijam um investimento maior, sabem que irão receber mais
capital, mesmo que por vezes estes projetos apenas sirvam para arrecadar
dinheiro e não envolvam qualquer tipo de paixão pela Arte. Infelizmente, podemos conferir que o dinheiro é o um
dos principais fatores no que toca à criação de Arte e Cultura, sendo cada vez
mais industrializada, e em vez de ser uma forma de enriquecimento intelectual,
é cada vez mais uma forma de produção de lucro, desprovida de criatividade e
com o objetivo de agradar ao maior número de pessoas.