Segundo a linguagem da vida real algo que acontece várias vezes pode ser antecipado, pois a repetição dá significado à experiência. A experiência ou a repetição de ideias na nossa consciência é conhecida por nós por algo que chamamos de ser consciente.
Somos um ser consciente e um ser real, somos os dois em separado, mas nunca um só. A consciência é produzida pelas consequências da nossa vida, sendo ela influenciada pelo nosso meio social político, religioso, etc. Ou seja somos um ser real e a partir do nosso processo de vida apresentamos o desenvolvimento daquilo que dizemos, pensamos, imaginamos para chegarmos a nós mesmos. Humanos. Mas, se aquilo que vivo não for aquilo que sou, então serei algo que nunca fui.
Se na nossa vida real seguirmos por filosofias de outrem, então aquilo que pensaremos não será a nossa mais honesta consciência. Tornamos-nos num ser consciente apenas conscientes de reflexos ideológicos de uma vida que não é nossa. Mas mesmo assim consideramos-nos seres intelectuais capazes de produzir as nossas ideias e pensamentos. Quando seremos capazes de ser um SER real e consciente, sem termos que abdicar de um para ser o outro? Quando seremos capazes de ser o Homem, para sermos a vida e consequentemente a consciência? Ou simplesmente quando seremos capazes de admitir que somos seres perdidos entre o nosso próprio indivíduo vivo e o nosso indivíduo real.
