quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A sociedade e a Indústria Cultural

Theodor Adorno e Max Horkheimer, ambos sociólogos e filósofos alemães do século XX, definiram indústria cultural como possuidora de padrões que se repetem com a intenção de formar uma estética ou percepção comum voltada ao consumismo.
Adorno critica a indústria cultural  afirmando que “A Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autónomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente” e, atualmente, presenciamos isso em abundância através dos medias. A indústria cultural possui um poder excessivo sobre a sociedade, manipulando-a e/ou manuseando-a visto que fornece produtos idealizados através de ilusões. Por consequente, a indústria cultural transforma o Homem num mero instrumento de trabalho e de consumo, ou seja, num objeto. Essa mesma prepara as nossas mentes para um esquematismo realizando assim uma inibição do pensamento do consumidor. Citando um exemplo: as Blacks Fridays transmitem a ideia de grandes saldos, assim, o consumidor sem formar juízo de valor procede com a compra por causa de implantarem, inconscientemente, que como aquilo está  em saldo necessita de ser comprado.
A indústria cultural se verifica em proporcionar ao Homem necessidades do sistema vigente (consumir ininterruptamente) como se verifica na constante criação de novos modelos de telemóveis, num  curto espaço de tempo, a fim de o Homem sentir necessidade de o possuir, dado que, o modelo mais recente possui uma pequena alteração perante o modelo anterior. Assim o ser humano transforma-se num ser que cria, de forma contínua, desejos e necessidades que precisam de ser saciados e quando esses não são satisfeitos podem gerar amargura e descontentamento por parte do mesmo.

Comprovando assim, a indústria cultural controla o pensamento do ser humano através do progresso técnico e científico. Como Adolfo julgava, esta mesma pode ser controlada através da própria cultura do Homem, nomeadamente, através da limitação do sistema e da estética.