Theodor Adorno
e Max Horkheimer, ambos sociólogos e filósofos alemães do século XX, definiram
indústria cultural como possuidora de padrões que se repetem com a intenção de
formar uma estética ou percepção comum voltada ao consumismo.
Adorno critica
a indústria cultural afirmando que “A
Indústria Cultural impede a formação de indivíduos autónomos, independentes,
capazes de julgar e de decidir conscientemente” e, atualmente, presenciamos
isso em abundância através dos medias. A indústria cultural
possui um poder excessivo sobre a sociedade, manipulando-a e/ou manuseando-a
visto que fornece produtos idealizados através de ilusões. Por consequente, a
indústria cultural transforma o Homem num mero instrumento de trabalho e de
consumo, ou seja, num objeto. Essa mesma prepara as nossas mentes para um
esquematismo realizando assim uma inibição do pensamento do consumidor. Citando
um exemplo: as Blacks Fridays transmitem
a ideia de grandes saldos, assim, o consumidor sem formar juízo de valor
procede com a compra por causa de implantarem, inconscientemente, que como
aquilo está em saldo necessita de ser
comprado.
A indústria
cultural se verifica em proporcionar ao Homem necessidades do sistema vigente
(consumir ininterruptamente) como se verifica na constante criação de novos
modelos de telemóveis, num curto espaço
de tempo, a fim de o Homem sentir necessidade de o possuir, dado que, o modelo
mais recente possui uma pequena alteração perante o modelo anterior. Assim o
ser humano transforma-se num ser que cria, de forma contínua, desejos e
necessidades que precisam de ser saciados e quando esses não são satisfeitos
podem gerar amargura e descontentamento por parte do mesmo.
Comprovando
assim, a indústria cultural controla o pensamento do ser humano através do progresso
técnico e científico. Como Adolfo julgava, esta mesma pode ser controlada através
da própria cultura do Homem, nomeadamente, através da limitação do sistema e da
estética.