A indústria Cultural trata a arte e bens culturais como negócios e mercadorias, tal como acontece com outros produtos do mercado (por exemplo: Automóveis, roupas, etc). Podemos dizer que é, então, uma consequência do capitalismo.
Em Dialética do esclarecimento, a propósito da padronização e formatação da obra de arte por parte da indústria, Theodor Adorno e Max Horkheimer escrevem: "A técnica da indústria cultural levou apenas à padronização e à produção em série, sacrificando o que fazia a diferença entre a lógica da obra de arte e a do sistema social."
Nesta indústria não há interesse na qualidade da manifestação artística, ou seja, o produto mas sim o lucro que este irá gerar. Quando uma obra "funciona" em termos de lucro, essa é usada como molde e é criada uma fórmula que é repetida vezes e vezes sem conta à procura de ganhar mais dinheiro mais facilmente, com pouco trabalho artístico, criativo ou inovador envolvido nos projetos, assim os investidores sabem que terão benefício do seu investimento. Podemos experienciar esta situação, por exemplo, quando vamos ao cinema, muitas vezes ao longo do ano temos 4/5 filmes sobre a mesma coisa mas com diferentes atores e pequenas diferenças na história mas a base é a mesma, até os cartazes muitas vezes são parecidos, o que traz ao espectador uma sensação de reconhecimento que pode ser reconfortante pois como já sabe sobre o que é, não terá qualquer desafio, pode apenas se sentar e observar.
O produto cultural produzido em massa é consumido pelo consumidor/observador de forma passiva, sem levantar qualquer critica pois é o que está habituado a ver, nada de extraordinário se passa e nada o desafia ao ponto de querer criticar. Todos os outros bens culturais que saírem do padrão, esses sim serão alvo de critica e estranheza por parte do consumidor, o que deixará desde logo o investidor de pé atrás pois não saberá se terá retorno do seu dinheiro e por este motivo muitas ideias e projectos inovadores são deixados para trás, sem apoios e muitas vezes não são concretizados.
Isto leva-nos a concluir que a indústria cultural é viciosa, cíclica e padronizada e os objectos consumidos são sempre os mesmo (com a mesma fórmula) mas com diferentes efeitos e personagens.