No meu dia a dia sou bombardeada com uma
ideologia imposta pelos famosos, pela moda e pelas classes superiores. A
sociedade, em que nasci, ensinou-me a vestir roupa cor-de-rosa por ser menina, a
brincar em cozinhas de plástico e a ver filmes de princesas para depois agir como uma “menina”
deve agir. Hoje em dia vejo-me frustrada com o facto de querer comprar roupa, que
segundo os adultos é “pouco feminina”. Este
pensamento comum a todos nós surge depois de
assistirmos às
famosas que vestem e calçam de tudo para ser femininas e agradáveis
tanto ao olho sexual dos homens, como ao olho julgador das mulheres, ou seja,
tornamo-nos neste produto alienado para agradar todos os outros e só ficamos felizes
se conseguirmos satisfazer e impressionar as outras pessoas com o nosso outfit e a nossa maneira de pensar, que tem de ser igual à dos outros.
Todos nós devíamos esforçar-nos para
deixarmos de ser alienados, que, segundo Karl Marx, “mascara a realidade”, pois
deixamos de ter a nossa própria consciência, e optamos por uma mentalidade estereotipada
e criada em conjunto com as outras pessoas.
Um ser poderoso, no século XXI, é alguém
que reúne, literalmente, um maior número de seguidores que não opinam sequer as
ideias desse. Alguém dito superior a ditar inconscientemente, ou não, as regras
de comportamento e de moda ideologicamente corretos, e a julgar os que não
seguem essas ideias, que passam a ser os diferentes e os excluídos; e essa
falsa consciência injusta atinge estes também, de modo a que se sintam a mais
neste mundo perfeito, que não existe.
Referências: Karl Marx (1993) "O trabalho alienado"