Há quem vê uma Internet como algo que usamos para passar o tempo, um instrumento inofensivo nas mãos de quem sabe. Mas algo que é um apercebem, ou apercebem-se tarde demais, é uma Internet, muito discretamente, molda personalidades.
Não me refiro a casos de pessoas que jogam e veem vídeos violentos e acabam por se tornar, eles próprios, agressivos, mas sim, a casos em que alguém tomam uma opinião de outro que tem aparência credível e adota como sua opinião também, sem pensar muito no assunto. Acontece, assim, uma alienação, ou seja, uma capacidade de pensar do seu benefício, precipitadamente, tomam como verdade, algo diferente. Nem tudo o que a Internet contém é verídico, como já era de esperar, mas é fácil acreditar no contrário. Algo bem escrito e apoiado persuadir muito facilmente não está disposto a perder muito tempo a pensar sobre a questão em causa e com um aspeto credível é difícil de ser posto em causa. Por vezes, como o feminismo ou o racismo, por exemplo, podem ser levados a extremos ao ponto de não se identificar com uma ideologia inicial. Quando uma hegemonia ocorre por meio de uma causa, por causa da Internet, alguém consegue influenciar mentes preguiçosos e transformar uma ideologia pura num clone. Esta informação não está disponível em todos os conteúdos de nenhum mundo real. Uma piada inofensiva pode nos parecer tudo menos isso e aquilo que é mais difícil para o problema.
O importante é não ser deixado levar por ideologias extremas da Internet nem por ideologias mal pensadas e definidas do mundo real. Nada é preto ou branco, por muito conveniente que fosse.