No passado fim de semana, dias 16 e 17 de
Dezembro, a Câmara de Cascais apresentou um teatro no contexto do projecto BIP –
Bolsas de Incentivo à Participação - através de um workshop de teatro. A peça
chama-se “O Guardador de Dons” e foi escrita pela Mariana Marques Guedes, uma
actriz portuguesa de origem Cascalense, sendo conhecida em “Água de Mar”, “Jacinta”e
“Inspector Max”. Foi apresentado no
Teatro de Gil Vicente e teve como bilhete de entrada a entrega de produtos de
higiene de bebés, para a Associação Milmar. Os actores da peça foram jovens selecionados
depois de um casting realizado pelo Cascais Jovem.
A história é sobre um rapaz chamado Tobias, dono de uma livraria, que serve como um ponto de encontro de muitas outras personagens. Adorado e sempre prestável, um dia, depois de ler um livro, começa a questionar sobre o seu lugar no mundo, o seu objectivo, o seu dom. A partir daí, irá interagir com várias personagens amigas, que levará o público numa viagem no interior de cada um. Apesar de ter sido não mais de meia hora, a mensagem da história foi bem transmitida, através de um vocabulário simples, muito humor e boa representação dos jovens actores. Falas que eram fáceis de perceber, mas que conseguia fazer o público reflectir nos seus significados. Alguns pormenores de que gostaria de apontar seria da maneira como os actores apareciam em cena, por todo o lado (enquanto as luzes os seguiam) em vez de ser apenas do palco (como a narradora que estava atrás de mim e me pregou um susto quando falou), tornando a peça mais íntima e à vontade, conectando melhor com o público. Outro pormenor seria da narradora, que fazendo o seu papel, falava também com Tobias, como se fosse a consciência dele, transformando um monólogo para um diálogo, para além de também fazer comentários, quebrando então aquele limite dos narradores, que se apenas limitam a narrar sem interferir no enredo. O terceiro será da maneira como finalizaram, aparecendo um actor de cada vez, sentando-se mesmo em frente do palco e transmitindo mensagens directamente para o público. O único problema na minha opinião é ter sido uma pena que muitas pessoas não ouviram falar ou não mostraram interesse, pois apesar de o teatro ter ficado cheio, a maior parte do público foram familiares dos actores.
A história é sobre um rapaz chamado Tobias, dono de uma livraria, que serve como um ponto de encontro de muitas outras personagens. Adorado e sempre prestável, um dia, depois de ler um livro, começa a questionar sobre o seu lugar no mundo, o seu objectivo, o seu dom. A partir daí, irá interagir com várias personagens amigas, que levará o público numa viagem no interior de cada um. Apesar de ter sido não mais de meia hora, a mensagem da história foi bem transmitida, através de um vocabulário simples, muito humor e boa representação dos jovens actores. Falas que eram fáceis de perceber, mas que conseguia fazer o público reflectir nos seus significados. Alguns pormenores de que gostaria de apontar seria da maneira como os actores apareciam em cena, por todo o lado (enquanto as luzes os seguiam) em vez de ser apenas do palco (como a narradora que estava atrás de mim e me pregou um susto quando falou), tornando a peça mais íntima e à vontade, conectando melhor com o público. Outro pormenor seria da narradora, que fazendo o seu papel, falava também com Tobias, como se fosse a consciência dele, transformando um monólogo para um diálogo, para além de também fazer comentários, quebrando então aquele limite dos narradores, que se apenas limitam a narrar sem interferir no enredo. O terceiro será da maneira como finalizaram, aparecendo um actor de cada vez, sentando-se mesmo em frente do palco e transmitindo mensagens directamente para o público. O único problema na minha opinião é ter sido uma pena que muitas pessoas não ouviram falar ou não mostraram interesse, pois apesar de o teatro ter ficado cheio, a maior parte do público foram familiares dos actores.

