Selos, moedas, canetas, figuras… Por
todo o mundo, colecionadores dos mais variados géneros gastam o seu tempo e o
seu dinheiro, vivendo com a crescente necessidade de, pouco a pouco, completar
as suas coleções, apesar de muitas das vezes tal seja um objectivo impossível de
alcançar devido à constante produção de tais bens. Assim sendo, porquê a nossa
obsessão?
Psicólogos
defendem que um motivo de tal atitude será a adrenalina que obtemos através da
procura de certos itens, por vezes mais raros, de um certo conjunto de bens, já
que horas as gastas a encontrar aquele objeto especial e, finalmente,
adquiri-lo nos um sentimento de auto-realização.
Essa não é,
porém, a única explicação: alguns estudos apontam para que este instinto que
nos leva a colecionar objetos se deve ao facto de darmos mais valor a coisas a
partir do momento em que se tornam propriedade nossa. Assim sendo, as coleções
podem ser simplesmente explicadas pelo facto de o ser humano querer ter coisas,
não importa o que seja.
É também
defendido que colecionar remonta dos nossos antepassados por ser é um instinto de
sobrevivência. Afinal, num ambiente hostil, aquele que possuir um maior número
de armas para defesa terá uma maior probabilidade de sobreviver.
Além destas
explicações existem as mais variadas teorias com o intuito de justificar os
motivos existentes por detrás do ato de manter uma coleção, tendo eu apenas
tocado na superfície, não existindo ainda, porém, uma única explicação sólida,
consensual e definitiva.
Demonstrará
isto, portanto, a complexidade do ser humano ou seremos apenas escravos da
constante industrialização da sociedade?