Por volta do século XIX o capitalismo veio introduzir conceitos e maneiras de ver a sociedade que antes não eram vistas como plausíveis ou que pudessem funcionar. Uma das coisas que mudou quando foi inserido o capitalismo na sociedade foi o trabalho, e a maneira como os trabalhadores estão envolvidos com este. Karl Marx afirmava que o trabalho na sua melhor forma é o que nos faz humanos e é o que nos completa como seres. É o que nos dá a nossa essência, o que nos deixa ser criativos e o que nos deixa prosperar.
O que acontece com o capitalismo é que os trabalhadores param de ter posse sobre o seu trabalho, e passam a ser meras maquinas numa linha de produção imensa. Como por exemplo um fabricante de mobiliário tinha na sua posse todo o seu trabalho, fosse este na forma de uma cadeira ou uma mesa. Com o capitalismo este trabalhador passa a ser um mero trabalhador numa fabrica de mobiliário que por exemplo aparafusa as pernas das cadeiras. Assim não é dono do seu trabalho e no final do dia não tem nada verdadeiramente seu sem ser o salário que ganha. Não pode ser criativo nem se pode definir como carpinteiro, já que não faz mobiliário, simplesmente aparafusa pernas de cadeiras.
É então um individuo alienado da sociedade e trabalha para um terceiro que acaba por ficar com todo o lucro que provem dessa produção em massa. Esta situação capitalista chegar a ser ridícula ao ponto do trabalhador não conseguir comprar os objectos que ajudam a produzir já que os salários que lhes são correspondidos são muitos baixos para que a margem de lucro seja o mais alta possível.
Tal como Marx defendia que o trabalho é aquilo que nos completa, no caso do capitalismo o trabalhador não se sente completo com o trabalho, já que é só uma mera peça do puzzle. Isto leva a que o trabalhador só se sinta bem nas poucas horas do dia que tem para si e para as coisas que o completam.
Concluindo, a sociedade que temos hoje não nos encoraja a que sejamos indivíduos completos a viver com propósito, mas sim meras peças de uma maquina industrial de lucro que só beneficia quem emprega trabalhadores. As poucas maneiras que existem para tentar mudar a nossa sociedade capitalista é apoiar os pequenos negócios, artesãos e aqueles que são especialistas na sua área.
Referências: Karl Marx 1993 “O Trabalho Alienado”