É quase impossível a bateria de um smartphone durar mais de um ou dois anos sem que comece a ficar viciada. Podemos aplicar o mesmo exemplo à resistência dos automóveis e suas peças, à constante renovação de videojogos (cujo enredo se mantêm, apenas com apresentados com novos gráficos), ao impedimento e dificuldade de reparos dos gadjets, ou à necessidade de introdução de novos modelos e softwares, com os quais os nossos dispositivos deixam de ser compatíveis, em tão curtos espaços de tempo.
Surge uma questão: A duração dos produtos que comprámos torna-se cada vez mais questionável, mas porquê? A resposta a esta pergunta tende a ser facilmente confundida com uma outra característica destes mesmos produtos, a sua qualidade. No entanto, a interrogação estende-se para além da qualidade, foca-se precisamente na durabilidade e na intenção do produtor aquando da conceção daquilo que comercializará.
Existe uma lâmpada que está acesa e perfeitamente funcional desde 1901, ou seja, há 116 anos. Benito Muros constatou que, se em 1901 foi produzida uma lâmpada que dura mais de cem anos, porque é que não é possível verificar o mesmo na atualidade? Assim, revelou o conceito de obsolescência programada, isto é, a consciente adulteração da qualidade e funcionalidade de um produto, para que este tenha uma durabilidade limitada. Trata-se, assim, de um esquema de manipulação da parte do setor económico que tira partido da falta de discernimento e ingenuidade do consumidor, já tão acostumado ao cariz temporário de tudo aquilo que possui e anseia ainda adquirir. Um esquema que promove o capitalismo hegemónico e a crença na necessidade de consumo, de modo a alimentar a indústria cultural na qual inevitavelmente estamos inseridos.
Existe uma lâmpada que está acesa e perfeitamente funcional desde 1901, ou seja, há 116 anos. Benito Muros constatou que, se em 1901 foi produzida uma lâmpada que dura mais de cem anos, porque é que não é possível verificar o mesmo na atualidade? Assim, revelou o conceito de obsolescência programada, isto é, a consciente adulteração da qualidade e funcionalidade de um produto, para que este tenha uma durabilidade limitada. Trata-se, assim, de um esquema de manipulação da parte do setor económico que tira partido da falta de discernimento e ingenuidade do consumidor, já tão acostumado ao cariz temporário de tudo aquilo que possui e anseia ainda adquirir. Um esquema que promove o capitalismo hegemónico e a crença na necessidade de consumo, de modo a alimentar a indústria cultural na qual inevitavelmente estamos inseridos.