quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Não vejo a resistência como algo mensurável. Cada ser humano, ou mesmo inumano, tem a sua e pode ser relacionada com tantos temas que seria impossível calculá-la.
Mas talvez seja comparável. “X tem mais resistência que Y” sim, pode acontecer, porém nunca com um carácter definitivo. Cada passo que damos no nosso dia a dia pode e vai mudar essa virtude.
Durante a nossa vivência, todos passamos por momentos menos bons, momentos em que nos questionamos a nós próprios, às nossas escolhas, ao nosso destino… e isto faz com que nos interroguemos “Será que vou conseguir suportar esta fase, será que tenho resistência suficiente?”
As duas formas de resistência mais predominantes, eu diria que são a física e a emocional.
Completamente distintas, porém sempre interligadas, claro está, assim como o nosso físico e psicológico. O nosso corpo pode já estar no seu limite de resistência, mas se interiormente ainda houver foco é quase certo que o corpo reaja com a energia que pensava não existir. Vejo esta “corrente” a ligar-se de várias maneiras… O contrário também sucede: um bloqueio do movimento, se mentalmente estivermos exaustos. Mesmo que a resistência física esteja presente, a emocional tem a capacidade de a sugar.

Estes dois tipos de resistência alimentam-se mutuamente, tal como a resistência de outros pode alimentar a nossa, funcionando assim como um estímulo, capaz de desencadear uma competição psicológica.