Não vejo a
resistência como algo mensurável. Cada ser humano, ou mesmo inumano, tem a sua
e pode ser relacionada com tantos temas que seria impossível calculá-la.
Mas talvez
seja comparável. “X tem mais resistência que Y” sim, pode acontecer, porém
nunca com um carácter definitivo. Cada passo que damos no nosso dia a dia pode
e vai mudar essa virtude.
Durante a
nossa vivência, todos passamos por momentos menos bons, momentos em que nos
questionamos a nós próprios, às nossas escolhas, ao nosso destino… e isto faz
com que nos interroguemos “Será que vou conseguir suportar esta fase, será que
tenho resistência suficiente?”
As duas
formas de resistência mais predominantes, eu diria que são a física e a
emocional.
Completamente
distintas, porém sempre interligadas, claro está, assim como o nosso físico e
psicológico. O nosso corpo pode já estar no seu limite de resistência, mas se
interiormente ainda houver foco é quase certo que o corpo reaja com a energia
que pensava não existir. Vejo esta “corrente” a ligar-se de várias maneiras… O
contrário também sucede: um bloqueio do movimento, se mentalmente estivermos
exaustos. Mesmo que a resistência física esteja presente, a emocional tem a
capacidade de a sugar.
Estes dois
tipos de resistência alimentam-se mutuamente, tal como a resistência de outros
pode alimentar a nossa, funcionando assim como um estímulo, capaz de
desencadear uma competição psicológica.