Desde o nascimento, desde o
primeiro choro, somos integrados e conduzidos a viver em sociedade. Ao longo da
nossa vida essa integração social vai sendo feita de várias formas e por vários
agentes (pais, escola, amigos, mass media, etc. …) Contudo, também, cada um de
nós age sobre a sociedade. Em cada sociedade (dependendo da época e do local)
existe uma Ordem, ou seja, um conjunto de regras, comportamentos, princípios e
ideias dominantes. Essa «Ordem Social» tem a adesão das massas.
No entanto,
existem sempre grupos marginais, que preferem ou defendem estar à margem de
«Ordem Social» dominante. No entanto, todos procuramos a integração social.
Independentemente do grupo ser maioritário, minoritário, ou mesmo, marginal. Ou
seja, tal como John Fiske defende, não existe um «público» acrítico, mas sim
«públicos» com diferentes contextos e identidades sociais.
Segundo, John Fiske
esses grupos minoritários que resistem à «Ordem Social» dominante e estabelece
uma alternativa, denomina-se de resistência. A resistência mais tarde começa a
influenciar a Ordem Social maioritária, acabando por gerar uma nova Ordem
Social que passa a ser hegemónica. Ou seja, tal como na dialética de Hegel: a
uma tese, surge uma antítese e que, das duas, resulta uma síntese que
rapidamente se transforma numa tese, que vai gerar uma antítese e, assim,
sucessivamente…
Em suma, o Homem vive, quase que, por inerência, em sociedade.
Por isso, mesmo que tentemos afastar-nos da Ordem Social dominante, vamos
sempre procurar a nossa integração social, mesmo que em grupos minoritários que
acabarão por agir na Ordem Social dominante, do Presente e ajudar a criar a
Ordem Social dominante, do Futuro.