terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O Homem E A Sociedade


      Desde o nascimento, desde o primeiro choro, somos integrados e conduzidos a viver em sociedade. Ao longo da nossa vida essa integração social vai sendo feita de várias formas e por vários agentes (pais, escola, amigos, mass media, etc. …) Contudo, também, cada um de nós age sobre a sociedade. Em cada sociedade (dependendo da época e do local) existe uma Ordem, ou seja, um conjunto de regras, comportamentos, princípios e ideias dominantes. Essa «Ordem Social» tem a adesão das massas.
       No entanto, existem sempre grupos marginais, que preferem ou defendem estar à margem de «Ordem Social» dominante. No entanto, todos procuramos a integração social. Independentemente do grupo ser maioritário, minoritário, ou mesmo, marginal. Ou seja, tal como John Fiske defende, não existe um «público» acrítico, mas sim «públicos» com diferentes contextos e identidades sociais. 
      Segundo, John Fiske esses grupos minoritários que resistem à «Ordem Social» dominante e estabelece uma alternativa, denomina-se de resistência. A resistência mais tarde começa a influenciar a Ordem Social maioritária, acabando por gerar uma nova Ordem Social que passa a ser hegemónica. Ou seja, tal como na dialética de Hegel: a uma tese, surge uma antítese e que, das duas, resulta uma síntese que rapidamente se transforma numa tese, que vai gerar uma antítese e, assim, sucessivamente…
       Em suma, o Homem vive, quase que, por inerência, em sociedade. Por isso, mesmo que tentemos afastar-nos da Ordem Social dominante, vamos sempre procurar a nossa integração social, mesmo que em grupos minoritários que acabarão por agir na Ordem Social dominante, do Presente e ajudar a criar a Ordem Social dominante, do Futuro.