Podemos chegar à conclusão que a Indústria Cultural está à frente e por trás de tudo o que se faz, comercializa ou comercializará.
Enquanto escrevia este texto, estava numa esplanada que frequentava com os meus pais quando era criança. Lembro-me de fugir da mesa com a minha irmã e irmos brincar à ‘’apanhada’’ enquanto os meus pais tomavam os seus cafés.
No banco que costumava saltar estavam três crianças. As idades devem rondar os quatro, cinco e oito anos. Não me espanta que a brincadeira destes esteja numa app dos seus telemóveis.
A verdade é que até em programas infantis já as personagens que as crianças vêm, têm smartphones e são mostrados durante episódios das séries infanto-juvenis.
A manipulação a que as crianças estão sujeitas é a mesma que é usada com os adultos. Por este motivo, nos nossos dias, quando uma criança de cinco anos pede um telemóvel aos seus pais, a lavagem cerebral difundida pelos media para os pais e para as crianças pode já ter sido tão grande que muitos pais aceitam sem perceberem que estão deste modo a roubar-lhes a infância e a limitarem o seu imaginário infantil.
Os mais atentos aos problemas por vezes originam correntes contra o que é o popular dentro da sociedade. Estas correntes são denominadas por subculturas.
As subculturas trouxeram-nos coisas como as calças de ganga, piercings, cabelos pintados, calças ou saias de cabedal, meias de rede, muitas vezes feitos pelos próprios que iriam usar a roupa, ganhando um maior valor de singularidade.
O que realmente acontece, é que a Indústria Cultural promove a seriação e massificação, tornando determinado produto parte da cultura popular, acabando deste modo com o individualismo.
Como já antes referido, com isto, difundem-se subculturas contra a cultura popular, lutando pela sua singularidade.
Para finalizar, onde quero chegar é que tudo isto não passa de um jogo viciado. Quando as subculturas crescem, a Indústria Cultural apropria-se de elementos simbólicos e icónicos dessas subculturas, produzem-nos em série e comercializam-nos.