terça-feira, 9 de janeiro de 2018


"Dangerous Minds"


Na década da 90 viviam –se nos estados unidos tempos difíceis em algumas zonas do país.Á margem das grandes cidades existiam guetos. Zonas caracterizadas por uma grande diversidade cultural e pobreza extrema nas quais proliferam o crime, as drogas, a segregação racial e a violência no geral.

O filme “Dangerous Minds”, de 1995, produzido por John N. Smith, é inspirado no livro “My poose don’t i do homework” de Luanne Johnson. A obra conta a historia de uma ex-oficial da marinha que abandona a vida militar para se tornar professora de inglês. A turma que lhe é incutida é composta por alunos especiais com capacidades ás quais nunca foi dada a devida importância. Estes alunos são jovens pobres e de varias etnias e raças, que se comportam de forma rebelde. Este comportamento  será uma obstáculo para a professora. É necessária uma reformulação da forma convencional de ensino pois estes alunos não são os ditos “normais” também. A professora Louanne Johnson percebe isto, no desenvolvimento da ação terá que lutar contra a mentalidade retrogada de outros professores que não concordam com a mudança de método de ensino, apesar de esta ser necessária.
Para cativar a turma, a professora encina -lhes karate e algumas musicas de Bob Dylan, como a “Tamborine Man”, tida como metáfora para o trafico de droga.
Desta forma o ensino adequa –se á realidade destes jovens, que vivem à beira da violência e drogas, pois puxa –os para temas que lhes interessam sendo mais fácil a aprendizagem dos conteúdos da aula.
Com o tempo percebemos que os alunos começam a interessarem –se cada vez mais pelas aulas, no entanto a professora não consegue mante –los a todos na escola. Alguns levados pela mentalidade de que a escola não lhes ensinaria o necessário para a vida, e são proibidos pelos pais de a frequentarem, outro caso particular é o da morte de um dos seus alunos, mais um exemplo da violência do quotidiano nestas zonas.
“Mentes Perigosas” é o exemplo do que deveria ser o sistema de ensino, mais pessoal e adequado a cada um. Demonstra que muitas vezes temos que lutar contra o sistema impingido, para sermos de facto felizes.

Tecnicamente este filme não é dotado de quaisquer efeitos especiais, por ser também um filme antigo. A imagem é crua e “real”, e desta forma quase que nos teletransporta para dentro da ação. Podemo –nos imaginar na sala de aula, no meio daqueles alunos, a viver a vida de qualquer um deles. Um filme muito pessoal, que nos prende do inicio ao fim com um bom enredo, e através do qual podemos ficar a conhecer a realidade vivida pelos jovens e adolescentes do passado, mas que ao mês mo tempo da atualidade. A ação é intemporal e ate no presente continua a ser uma realidade. De facto, é algo acerca do qual devíamos refletir. Muito tempo passou e pouco mudou.