Temos presenciado ao longo dos últimos anos, cada vez mais,
os jovens a reduzirem as suas infâncias, já não detêm o hábito de jogar à bola
na rua, de brincar com carrinhos e bonecas.
Os pais do agora, preocupam-se com o que os filhos estão a
fazer na internet, as influências sociais que tem, e o tipo de amizades que fazem.
Esta comunidade juvenil está a deixar de viver a sua fase mais lúdica,
procurando invés comportarem-se como os adultos, vestindo-se de maneira
“crescida” e experimentando coisas que não se adequam ás suas idades. Acabam
por deixar de viver a infância e a adolescência, amadurecendo sem projetos de
vida e conteúdo.
Um exemplo é o crescente interesse dos jovens, mesmo os
recém-saídos da infância, por estética e status, desde tatuagens, alisamento
para o cabelo, roupas “de marca” e até mesmo os produtos tecnológicos.
Estes benefícios de consumo de todos os tipos atraem as suas
atenções, em princípio, os pais são, responsáveis por estes comportamentos, ao satisfazer
os desejos dos seus filhos, chegam por vezes a ser os incentivadores deste consumismo
que esbanja futilidade e que agrega pouco ou nenhum valor cultural e social.
Em muitos casos, esta atitude dos jovens é devido à falta de
comunicação com os pais, fazendo crescer a rebeldia e a violência da juventude pelo
simples fato de os pais não estarem presentes na vida dos seus filhos.
Pergunto-me, qual será a origem desta comunidade de jovens
alienada?
Presumo que comece na instrução, na educação, no sentido de
criar jovens reprodutores de conhecimento para que, quando chegarem à idade
adulta possam ser coniventes com a ideologia dominante que os oprime.
Nós, enquanto jovens somos donos da nossa história e da
história da nossa geração, é necessário e urgente então, uma maior atenção com
a educação, só assim formaremos adultos melhores, com potencial para fortalecer
a sociedade como um todo.