Karl Marx dedicou-se a discussões
que ainda hoje são esclarecedoras para a compreensão de uma sociedade que se
move pelos conflitos de classes e que o
mesmo acredita ser o motor da história. Assim, o marxismo tornou-se numa corrente de pensamento
e um dos conceitos mais significativos dessa mesma corrente é a alienação.
Marx assume que a alienação, ao
contrário de Hegel, possui um sentido negativo. O trabalho que deveria ser um
instrumento para a realização plena do Homem com esse sentido negativo
transforma num instumento que escraviza
o Homem, corrupendo-o e tornando-o sedento pelo
acumular e o possuir. Atualmente, isso ocorre frequentemente, um homem poderoso
que trabalha numa grande empresa tende a tornar num ser inominável que faz de tudo
para alcançar o poder e o sucesso para conseguir elevar na sua vida
profissional e obter mais capital prejudicando, assim, ininteptamente, outras
pessoas. Isto tudo devido ganância e corrupção que a alienação produz.
Desta forma, o homem acaba por se
transformar numa máquina que se esforça repetidamente e em que cada vez que
repete o desejo de possuir evolui incessantemente colaborando assim para a desintegração
do ser e para a evolução da escravização imposta pelo trabalho . Isto não afecta
só a a nível de trabalho mas também a nível social, contribuindo assim para o
desenvolvimento da sociedade capitalista que conhecemos actualmente.
Concluindo, Marx afirma que a
alienação constitui um sentido negativo que contribui para a sociedade de uma
forma pouco benéfica prejudicando, assim,
o homem e outros que possivelmente o rodeiam.