Mas no meio de toda uma vida pré-definida ou que pensamos ser pré-definida deparamos-nos com situações que alteram pensamentos, pontos de vista... Com estes pequenos contra-tempos, que tomamos como inesperados, "crescemos" mentalmente e convertemos algo de outros em algo "meio-nosso". Ou seja, aquilo que dizemos e a forma como agimos só é levada a sério quando temos tempo de vida e pensamos como aqueles que nos ensinaram as primeiras ideologias.
O que estou a tentar perceber é: Quando é que uma mente é considerada válida para ser considerada verdadeira ou falsa? Quando é que uma mente é suficiente para ser chamada de consciência, visto que a consciência é algo que não parte só de nós? Como é que devemos argumentar uma teoria nossa quando é "meia-nossa"? Será assim tão difícil um outro acreditar naquilo que dissemos ser nosso? Ou somos nós que tornamos que complicamos aquilo que deveria ser automático no nosso pensamento? Será assim tão complicado acreditar-se verdadeiramente no que a nossa liberdade psicologia procura e encontra? Ou seremos nós que não queremos saber verdadeiramente a razão ou aquilo que pensamos ser a razão das coisas? Será a ignorância um local seguro para permanecer? Ou talvez o andar perdido entre teorias e consciências seja o mais local com mais qualidade de vida?
Talvez sejam estas as respostas. Talvez seja a nossa questionável identidade a verdadeira resposta. Afinal o que estaríamos aqui a fazer se nada houvesse por explicar ou questionar?