terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Indústria Cultural e Cultura de Massa

Max Horkheimer e Theodor Adorno desenvolveram o termo “Indústria Cultural”. O termo designa o fazer cultural e artístico sob a lógica da produção industrial capitalista.

Inicialmente, devemos salientar que a Indústria Cultural e os meus de comunicação em massa, bem como as ferramentas de propaganda (publicidade, marketing), são inseparáveis e indistintos. Serão estes veículos e ferramentas os responsáveis pela criação e manutenção de crença de “liberdade individual”. Livre de qualquer padronização, eles proporcionam o sentimento de satisfação pelo consumo, como se a felicidade pudesse ser comprada. Na maioria das vezes, os produtos adquiridos não fornecem o que prometem (alegria, sucesso, juventude). Assim, eles iludem o consumidor, prendendo-o num ciclo vicioso de conformismo.

Segundo Walter Benjamin, nem tudo é negativo na ação capitalista da Industria Cultural. Acredita que esta seja também uma via de democratização para a arte. Para ele, os mesmos mecanismos que alienam, são capazes de levar cultura para um numero maior de pessoas. Além disso, permite a empreitada não comercial, já que possibilita o acesso às ferramentas para a produção cultural.


Já Max Horkheimer e Theodor Adorno, afirmavam que a Indústria Cultural atuava como formadora das mentalidades. Contudo, não eram utilizadas de modo esclarecedor, o que também é uma possibilidade virtual deste sistema. Se a Indústria Cultural foi a principal responsável pela alienação promovida pela destituição da arte de seu papel transformador, por outro lado, ela pode ser ela a única capaz de difundir e ressignificar a arte enquanto fator de transformação social.