Max Horkheimer e Theodor Adorno desenvolveram o termo “Indústria
Cultural”. O termo designa o fazer cultural e artístico sob a lógica da
produção industrial capitalista.
Inicialmente, devemos salientar que a Indústria Cultural e
os meus de comunicação em massa, bem como as ferramentas de propaganda (publicidade,
marketing), são inseparáveis e indistintos. Serão estes veículos e ferramentas
os responsáveis pela criação e manutenção de crença de “liberdade individual”.
Livre de qualquer padronização, eles proporcionam o sentimento de satisfação pelo
consumo, como se a felicidade pudesse ser comprada. Na maioria das vezes, os
produtos adquiridos não fornecem o que prometem (alegria, sucesso, juventude).
Assim, eles iludem o consumidor, prendendo-o num ciclo vicioso de conformismo.
Segundo Walter Benjamin, nem tudo é negativo na ação capitalista
da Industria Cultural. Acredita que esta seja também uma via de democratização para
a arte. Para ele, os mesmos mecanismos que alienam, são capazes de levar
cultura para um numero maior de pessoas. Além disso, permite a empreitada não comercial,
já que possibilita o acesso às ferramentas para a produção cultural.
Já Max Horkheimer e Theodor Adorno, afirmavam
que a Indústria Cultural atuava como formadora das mentalidades. Contudo, não
eram utilizadas de modo esclarecedor, o que também é uma possibilidade virtual
deste sistema. Se a Indústria Cultural foi a principal responsável pela
alienação promovida pela destituição da arte de seu papel transformador, por
outro lado, ela pode ser ela a única capaz de difundir e ressignificar a arte
enquanto fator de transformação social.