Nos tempos que correm deparamo-nos com um leque de
sociedades seguidoras de padrões pré-estabelecidos, em maioria, pelos media. Estes
padrões encontram-se diretamente ligados à época em que se enquadram e a
respetiva mentalidade, no entanto, embora transmitam progresso (até à
atualidade) não deixam de estar presentes “limites”, opressões, proibições e
censura que reprimem e destabilizam. Uma mulher que rape a cabeça está a
contrariar as normas do seu género, um homem que se dedique a tempo inteiro à
casa e à família também não segue o seu “suposto” papel na sociedade; a maneira
como a comunidade reage a estas crises de género (por exemplo) demonstra a
verdadeira essência da mesma. “Género” trata-se de um conjunto de seres ou
coisas ligadas pela semelhança das suas características principais segundo o
dicionário informal, “é a diferença entre o masculino e o feminino”, resposta
mais recebida à questão, todavia “género” não pode deixar de ser nem mais nem
menos do que a nossa identidade. Há que fortalecer a diferença entre sexo e
género pois as diferenças corporais (sexo) podem distinguir o macho da fêmea
mas não lhes cabe estabelecer o género, essa torna-se uma decisão a tomar pelo
próprio indivíduo e a mensagem que o mesmo pretende passar na sociedade e à
sociedade. Homens apegados à sua masculinidade e ao modelo de dominância, força
e controlo são “obrigados” a reprimir os sentimentos de empatia e carinho por
medo de serem comparados a mulheres e rebaixados no meio de tantos outros exemplos
seguidores deste conceito universal. Em suma, cada indivíduo, ao ser inserido
numa sociedade, não só tem o dever de respeitar as suas normas como também o
direito de ser fiel à sua identidade tendo em conta as mesmas, não sendo
sustido por elas.