quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Género

Nos tempos que correm deparamo-nos com um leque de sociedades seguidoras de padrões pré-estabelecidos, em maioria, pelos media. Estes padrões encontram-se diretamente ligados à época em que se enquadram e a respetiva mentalidade, no entanto, embora transmitam progresso (até à atualidade) não deixam de estar presentes “limites”, opressões, proibições e censura que reprimem e destabilizam. Uma mulher que rape a cabeça está a contrariar as normas do seu género, um homem que se dedique a tempo inteiro à casa e à família também não segue o seu “suposto” papel na sociedade; a maneira como a comunidade reage a estas crises de género (por exemplo) demonstra a verdadeira essência da mesma. “Género” trata-se de um conjunto de seres ou coisas ligadas pela semelhança das suas características principais segundo o dicionário informal, “é a diferença entre o masculino e o feminino”, resposta mais recebida à questão, todavia “género” não pode deixar de ser nem mais nem menos do que a nossa identidade. Há que fortalecer a diferença entre sexo e género pois as diferenças corporais (sexo) podem distinguir o macho da fêmea mas não lhes cabe estabelecer o género, essa torna-se uma decisão a tomar pelo próprio indivíduo e a mensagem que o mesmo pretende passar na sociedade e à sociedade. Homens apegados à sua masculinidade e ao modelo de dominância, força e controlo são “obrigados” a reprimir os sentimentos de empatia e carinho por medo de serem comparados a mulheres e rebaixados no meio de tantos outros exemplos seguidores deste conceito universal. Em suma, cada indivíduo, ao ser inserido numa sociedade, não só tem o dever de respeitar as suas normas como também o direito de ser fiel à sua identidade tendo em conta as mesmas, não sendo sustido por elas.