terça-feira, 2 de janeiro de 2018

    Com pouco mais de 200 anos existe uma nação que mudou a face do nosso mundo, subvertendo os valores de muitos e escrevendo o destino de todos.
    Os Estados Unidos da América, uma nação nascida do conflito e que em toda a sua essência o é.
    O poder que este país, ainda que agora fragmentado, tem sobre o resto do mundo é no mínimo notável, com uma declaração poderiam mergulhar o mundo numa nova grande guerra, poderia acabar com relações diplomáticas de anos, poderia mudar o balanço do poder a nível global.
    Outros países em rápido crescimento como a República Popular da China e até mesmo o Brasil estão a ganhar notoriedade e o respeito do mundo em contraste com os Estados Unidos que ao tomarem certas decisões, de certa maneira, imaturas estão a fazer com que a Europa cada vez mais se distancie ideologicamente deste Senhor da Guerra..
    Até a enorme influência sobre países da vizinha América Latina se está a perder sendo que em países como o México, Argentina, Chile e até mesmo no Brasil, a China é vista mais favoravelmente que os EUA.
    Estamos a assistir ao fim de uma era, a hegemonia Norte Americana sobre o pensamento Ocidental está com o tempo contado, como Gramsci defendia nunca é possível o domínio bruto de uma parte sobre as outras a não ser nas ditaduras abertas e terroristas e isso é algo que os EUA simplesmente já não conseguem manter.
    O poder das ideias assim como o económico estão a mudar, poder está onde está a tecnologia.
    Segundo Ian Bremer, Presidente do Eurasia Group, é estimado que a economia americana se mantenha à frente apenas até 2025 e quando existe um vácuo de poder, rapidamente outro bloco toma o seu lugar.
    É difícil dizer o que vem a seguir mas muitas mudanças ideológicas e sócio-económicas estão por acontecer, as peças do puzzle estão-se a alinhar e a história a ser escrita, a nós caber-nos-á viver com as consequências.