terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Esboço





É um pomar de pinturas que se estende ao longo do corredor. Foi por acidente que ali se sentou a pensar na existência daquelas pinturas espalhadas pelo chão.
Ainda sem saber se de raízes, troncos ou árvores se tratava, atirou-se a apanhar os frutos, adivinhando-os no seu estado natural.
O chão, esse, era de cimento; a luz artificial. Como naturezas mortas , estão os quadros assim dispostos ao longo do corredor - pintados como objectos de um quadro-visão (imagem). “Estavam ainda no seu estado natural?”, pensava.
Ao olhar, não se mostram identificáveis, nem pelo autor, nem por uma forma ou descrição que fale por si - têm em comum não se identificarem com as formas nem com as palavras do dia-a-dia.
“Como ou não como?”, pensava.