Todos temos a nossa própria sensibilidade, o nosso mundo de Formas pessoal. Muitos mantêm-no dentro de si , mas artistas precisam de expelir e representar esta visão idílica da realidade através da sua obra. Como esperado de tudo o que é ideal, não é idêntico à realidade do artista. A introspeção do artista é alvo de grande curiosidade, e a ela é atribuído o génio da obra dele, porém se o artista se virar inteiramente para a sua visão interior e somente utilize isso para criar, ou se todas as suas experiências forem imediatamente associadas a experiências e sensações anteriores, sendo, no fundo, absorvidas pela sua bolha de sensibilidade, poderá estagnar? Estará esta bolha a ofuscar a visão do artista e, consequentemente, a ofuscar a sua obra de atingir o seu potencial?
Para superar este problema, o artista teria de ter um primeiro contacto com a realidade neutro e, paralelamente, outro contacto completamente imerso em sensibilidade, assimilando toda a realidade na bolha do indivíduo. Estas duas visões são então fundidas nos seus melhores pontos e metamorfoseadas para alcançar a “visão suprema”, que o artista representa na sua obra final.
Claro está, o ser humano e incapaz de ter um contacto neutro com novas experiências e realidades, o seu cérebro corre para o associar a algum ou alguns items da sua vasta biblioteca de sensações e sentimentos. A solução que aparenta mais eficaz seria em vez de absorver a nova experiência na bolha juntá-la à bolha, aumentando assim a sensibilidade pessoal do indivíduo. Por exemplo, se o pintor se depara com uma árvore em nada semelhante a qualquer outra que tenha experienciado no passado a sua bolha não salta imediatamente para a comparar a outras árvores e lhe associar as suas características, mas sim, dentro da sua biblioteca mental, ele acrescenta esta árvore como completamente diferente e inédito na sua biblioteca mental. Deste modo a árvore é representada de maneira diferente, contribuindo, deste modo, para a evolução do pintor e da sua obra.
Que ser próximo do indivíduo formado assimila esta fórmula naturalmente? A criança, ela absorve tudo o que encontra como novo, num desespero frenético de compreender o mundo em que está inserida. Sim, ela faz associações entre experiências semelhantes, mas mantêm-nas bem separadas, tudo lhe traz algo novo, a sua bolha ainda está em constante crescimento e mutação, enquanto a do adulto estabiliza e se torna rígida.
Em suma, o artista deve tentar restaurar ao máximo esta mentalidade infantil, conservar a sua pureza ao lado da sua visão adulta, ser naive na observação da sua realidade. Deste modo, evoluirá, tanto a nível pessoal, como a nível da sua obra.
Em suma, o artista deve tentar restaurar ao máximo esta mentalidade infantil, conservar a sua pureza ao lado da sua visão adulta, ser naive na observação da sua realidade. Deste modo, evoluirá, tanto a nível pessoal, como a nível da sua obra.