Ao entrar na exposição vemos os primeiros trabalhos do artista, maquetes construídas, também de lixo, que, alegoricamente, revertiam os papéis do ser humano e dos animais em diversos cenários, como por exemplo: uma caçada de cães liderados por uma raposa a cavalo em busca de uma mulher que se tentava refugiar no meio da vegetação. Culminava esta apresentação de maquetes com uma de maiores dimensões onde estavam representadas uma data de situações com a mesma temática da inversão de papéis: um talho onde porcos trituravam carne humana para consumo, uma mulher rastejante ao pé desse mesmo talho na esperança de comer, ratos a conduzir carros em estradas sinuosas e telemóveis a "passear" humanos na rua como "animais de estimação".
Na segunda secção da exposição, estavam representados rostos de animais individuais e pintados com cores mais realistas (Mixed Trash Animals), cobrindo as cores reais do lixo. Na secção seguinte esses rostos já tinham todo ou metade do seu rosto descoberta de tinta, expondo os materiais constituintes (Half Half Animals). Conseguia-se ver tão claramente o animal retratado (através de um jogo incrível de contrastes entre cores e texturas) como os pedaços de farrapos, de bonecos, material de construção, etc..
Também estavam expostas esculturas e instalações de maior dimensão: um rinoceronte em escala real, uma recriação do fundo do mar e uma instalação final. Nesta encontrava-se agora um "retrato" do Homem, revisitando o conceito dos "Half Half Animals" de um lado rodeado e composto por destroços e lixo (onde se encontrava um exemplar negligenciado do Ronald McDonald também) e do outro com elementos da natureza como heras, plantas e troncos.
Com esta exposição visitamos de forma imersiva o percurso do artista, as novas técnicas apresentadas e um trabalho evolutivo tanto a nível artístico como a nível pessoal e crítico do mesmo.