O Skate foi desde a sua criação (por cerca dos anos 60) até aos anos 90 um meio para pessoas se expressarem e verem o mundo de forma diferente, uma visão em que um banco de rua não serve apenas para sentar mas sim para centenas de oportunidades diferentes consoante a imaginação da pessoa. Tornou-se uma subcultura de certa forma fechada, alienada do resto do mundo que muitas vezes via o skate como adultos a brincar com um brinquedo de criança. O skate não era “cool” nem era moda mas era autêntico, efoi nos anos 2000 que começou a perder esta sua autenticidade e distância ao chegar a uma dimensão nunca antes imaginada. Na moda, principalmente a nivel de streetwear, o skate é considerado um dos maiores “trendsetters” dos últimos anos, desde os miúdos e adultos na rua aos anúncios e passerelles das maiores marcas, este é uma constante influência na forma de vestir hoje em dia. Brandon Babenzien, dono da Noah, marca de roupa de homem, trabalhou antes do seu projecto na supreme, uma das maiores marcas da actualidade que começou como uma simples skateshop em nova iorque e hoje em dia vende tijolos com o seu nome que esgotam numa questão de minutos (https://www.theguardian.com/technology/2016/sep/30/red-clay-brick-selling-for-up-to-1000-on-ebay). “Skaters são incríveis, inteligentes e criativos e as pessoas querem um pedaço do que eles têm. É tão simples quanto isso” , diz Babenzien que cresceu a andar de skate nas ruas de nova iorque e se diz um pouco incomodado pela apropriação da cultura do skate pelas massas, “um dia és um outcast no dia seguinte toda a gente se quer parecer contigo e dizer que criou esta imagem? Claro que vais ficar chateado com isso”.
A verdade é que hoje em dia vemos os Justin Biebers e Rihannas a usar camisolas da Thrasher (revista de skate norte americana), mas nem eles nem aqueles que são influenciados a fazer o mesmo sabem quem é Mark Gonzales nem o que é um "bean plant" ou um "slappy".