terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A MULHER OBJECTO

Metropolis 1927
A representação de um nu feminino onde a mulher não tem qualquer acção na cena, seja no cinema ou num quadro, não representa aquela mulher, mas sim uma mulher como objecto. Um corpo submisso destinado apenas à satisfação de quem olha, tendo o espectador o total controlo sobre o mesmo.
Ao longo dos tempos este modo de representar o corpo feminino tem levado a uma percepção de que o corpo é visto e de como é visto. Ou seja, a mulher cresce numa sociedade que está moldada à visão do homem, uma sociedade patriarcal. Desde pequena ela aprende a procurar a aprovação do seu príncipe, já sabe quais as poses mais favorecedoras para uma fotografia, como é que o homem a gosta de ver. A representação contínua da mulher como objecto leva a obsessões e distúrbios das mulheres em relação ao seu corpo.
Este modo de ver, na minha opinião, incute desde pequenos, tanto na mulher como no homem, necessidades e vazios; explora neles os seus prazeres mais primários. Este olhar perpetua assim a mulher como objecto do homem para alimentar uma industria, uma máquina que não quer parar.