domingo, 7 de janeiro de 2018

Loving Vincent- Um filme para todos

Loving Vincent “A paixão de van Gogh”, é um filme que esteve recentemente em exibição nos cinemas e que merece, certamente, ser visto por todos, uma obra espetacular e admirável, encadeada de arte e talento e com uma cronografia incrível.
A personagem principal é o próprio  Van Gogh, o pai da arte moderna e do expressionismo, retratado no seu tempo como o “ruivo maluco”, Van Gogh padecia de uma instabilidade psicológica que, na altura não era socialmente aceite.
A vida de Vincent não acaba em glória, mas sim tragicamente numa cama em Auvers-sur-Oise, França após ter sofrido as consequências de um tiro de revólver no peito.
 Armand Roulin, um filho de um carteiro local em Auvers-sur-Oise, procura entregar uma carta de Van Gogh a seu irmão Theo.  Armand faz o seu trilho para descobrir o que realmente aconteceu, sendo que ao longo do percurso encontra várias pessoas que fizeram parte da vida do artista, a crónica do filme retrata então, essencialmente as conversas com esses vários membros.
 É a partir deste contexto histórico que nasce este grande filme, a história da vida e morte do pintor holandês, questionando o espetador sobre como o pintor terá morrido.
Hugh Welchman e Dorota Kobiela realizaram esta animação, pegando nas duas teorias sobre a sua morte e levando o espetador a viajar durante um período aproximado de 90 minutos, numa viagem pela descoberta dessas mesmas teorias.
O surreal e surpreendente é a sua grandeza, foi a a primeira animação totalmente pintada à mão e ao estilo caraterístico de Van Gogh, um filme gerado por mais de 65 mil quadros e concretizados por mais de 100 pintores. 
Uma coprodução do Reino Unido com a Polónia visualmente impressionante, nota-se claramente a dedicação e a paixão que cada pintor e produtor dedicaram ao filme e à vida e obra de Van Gogh, transparecendo no ecrã toda a humanidade e naturalidade das cenas.
Vale sem dúvida contemplar este filme, não apenas para os amantes de arte e fãs do artista, mas a todo o público em geral, pela sua bela exposição de arte, representações sublimes e o cativante imaginário.
“Loving Vincent” um marco na história cinematográfica.



 “We cannot speak other than by our paintings”
Vincent van Gogh in a letter to his brother Theo, the week before his death in 1890