terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Ideologia de Género

         Segundo a Ideologia de Género, o sexo masculino e feminino são apenas construções culturais e sociais. Ninguém nasce homem ou mulher, em vez disso, cada indivíduo deve construir a sua própria identidade, ou seja, o seu género, ao longo da sua vida. “Homem” e “Mulher” são, assim, apenas papeis sociais flexíveis, que cada um representaria como e quando quisesse, independentemente do que a biologia determine como tendências masculinas e femininas. 
    Contrariamente ao feminismo, esta ideologia não pretende apenas direitos e oportunidades iguais para ambos os sexos, mas sim combater a divisão do mundo entre homens e mulheres. Segundo a socióloga Alemã Gabriele Kuby, “a ideologia de género é a mais radical rebelião contra Deus que é possível: o ser humano não aceita que é criado homem ou mulher”.  “É a perversão final do individualismo: rouba ao ser humano o que lhe resta da sua identidade, ou seja, o de ser homem ou mulher, depois de se ter perdido a fé, a família e a nação. É uma ideologia diabólica: embora toda a gente tenha uma noção intuitiva de que se trata de uma mentira, a Ideologia de Género pode capturar o senso-comum e tornar-se numa ideologia dominante do nosso tempo”.
        Em Dezembro de 2012, o Papa Bento XVI referiu, num discurso à cúria romana: “De acordo com esta filosofia, o sexo já não é considerado um elemento dado pela Natureza e que o ser humano deve aceitar e estabelecer um sentido pessoal para a sua vida. Em vez disso, o sexo é considerado um papel social escolhido pelo indivíduo, enquanto que no passado, o sexo era escolhido pela sociedade. A profunda falsidade desta teoria e a tentativa de uma revolução antropológica que contém, são óbvias. As pessoas (que promovem a Ideologia de Género) põem em causa a ideia segundo a qual têm uma natureza que lhes é dada pela identidade corporal que serve como um elemento definidor do ser humano. Elas negam a sua natureza e decidem que não é algo que lhes foi previamente dado, mas que é algo que elas próprias podem construir”. “A Ideologia de Género é uma moda muito negativa para a Humanidade, embora se disfarce com bons sentimentos e em nome de um alegado progresso, alegados direitos, ou em um alegado humanismo”.
        Do meu ponto de vista, esta nova ideologia tem aspetos positivos e negativos. Por um lado, cada pessoa deve ser livre de fazer aquilo que quer e de escolher o seu modo de vida. Por exemplo, em relação à mudança de sexo: se o indivíduo não se identifica com o sexo que nasceu, pode mudar. Porém isto tem limites, pois agora é tão fácil, através de diversas operações, mudar de sexo que há pessoas que mudam sem razão ou motivos suficientes. Como exemplo, temos o primeiro “homem grávido” da história. E a verdade é que esta questão ainda choca muitas pessoas, por exemplo quando passamos por alguém deste caso. Por outro lado, defendo que os homens e as mulheres devem não só ter os mesmos direitos como acabar totalmente com a divisão entre os dois sexos, e passarem a ser exatamente iguais, pois todos temos esse direito, apesar de não ser respeitado pela população.
          Concluindo, concordo e apoio esta nova ideologia desde que seja equilibrada e de interesse para todos o indivíduos, sem excessos nem exageros.