terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A Ideologia

    Actualmente, temos a oportunidade de vivermos agregados a uma sociedade onde as discrepâncias sociais não estão tão presentes, ou pelo menos, não são tão nítidas como eram alguns anos atrás. Na realidade não necessitamos de pensar em outros tempos para termos uma realidade bem diferente daquela que vivemos, em outras partes do mundo com outras sociedades, temos presente uma visão do mundo que nos rodeia bem diferente daquela a que estamos habituados. A questão que se impõe é: será assim tão diferente na sociedade que vivemos em comparação com as outras sociedades onde nitidamente existe discrepâncias ou será que já conseguimos atingir uma sociedade utópica?

    A resposta para tal questão é bem mais fácil de responder do que poderíamos pensar porém, bem mais complexa. Aparentemente, sim a diferença é bastante nítida na sociedade que vivemos e os progressos que conseguimos atingir em considerável pouco tempo são impressionantes tanto a nível social como em qualquer outro aspecto. A tentativa de igualdade a todos os níveis está presente e ouvimos todos os dias, teremos como exemplo a vida de uma família, se pensarmos à 50 anos atrás tínhamos presente uma ideia em que cada papel estava quase como programado em cada um, todos tinha um papel, um trabalho a desempenhar e esses trabalhos não se cruzavam ou trocavam. Nos dias de hoje temos famílias flexíveis onde todos se entre ajudam e essa ajuda é esperada e deixou de existir distância entre as várias partes que constituem a família.

    Porém, será que atingimos a sociedade idealista sem a conhecida "classe dominante", se passarmos somente uma vista de olhos diríamos que sim, consumimos, a "classe dominante" desapareceu e todos estão iguais na mesma plataforma, contudo, esse é que é o problema estamos somente "a passar uma vista de olhos" se analisarmos a nossa sociedade, a ideologia da "classe dominante" continua. Talvez, não da maneira que estamos habitados a pensar quando ouvimos que as "classes inferiores" são totalmente alienadas e levadas a pensar e a confiar quase cegamente que o que a "classe dominante" fez as "classes inferiores" pensarem é o correcto, nesta fase as "classe inferiores" estão "cegas" em falsa consciência. Isto pode ser viso na nossa sociedade não tanto com uma "classe" mas sim com grupos de indevidos que de alguma maneira têm algum poder. Este poder que têm podem usa-lo de maneira positiva -e aí temos um grupo dominante que mesmo sendo considerado dominante por causa deste poder não influencia ninguém e não vê aqueles que não o têm de maneira inferior. Por outro lado se o grupo dominante usar o poder de forma a influenciar os grupos inferiores a seu favor a ideologia descrita anteriormente continua presente, mas não só em grande escala como grupos sociais.

    Por fim, concluímos que a ideologia de um grupo inferior subordinado a um grupo dominante está presente, mas não de maneira tão rígida. O que nos resta é deixar o tempo trabalhar por si as sociedades acabam por modificar-se dependendo do que vai acontecendo e quem tiver o poder - qualquer que ele seja, desde monetário a social - é quem vai ser o "dominante". A sociedade utópica tem ainda muitas arestas para limar visto que já chegamos a uma maior igualdade porém, ainda temos algumas pessoas mais iguais que outras.